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Quarta-feira, Maio 31, 2006

No Vale do Rio


Velha carranca que espanta os males
Salva esses vales desta humilhação
Pede a Bom Jesus, a São Desidério.
A Santa Maria Porto-Solidão
Trazer de volta o velho Guarany
E o seu povo tupy ressuscitar do chão


Vale, bonito, vale da alegria
Vale um poesia, vale uma canção
Vale um briga, vale uma cantiga
Vale a uma história
Vale um coração


E o velho Chico que era tão bonito
Hoje é só arenito não existe mais
Porque o progresso que descobriu minas
Acabou com as minas de Minas Gerais
Não queria agora vir pra Correntina
Explodir as minas dos nossos gerais


Salvem os porcos-do-mato, o pequi
Caju e o buriti, jacarés e jaguar
Salvem os povos: tupis, guaranis,
Tapirapés, Terena jes, Tupinanbás.


Que o nosso barco de vida e alegria
Volte todo dia para nosso chão
Ser nova "Arca" em "Porco Solidário"
Traçar o anuário de libertação
Paa o nosso Porto Calendário
Não ser só lendário, não só-li-dão.


Vale Formoso, vale Arrojado
Vale Rio das Éguas
Vale o Pratudão
Vale o Rio Grande
Vale Carinhanhamente
Vale está canção.


de Iremar Barbosa, ativista político
Correntina, Bahia